domingo, 29 de janeiro de 2012
Canalha
Paneleirices a parte, o maior medo da minha vida nao passa por acidentes sangrentos nem cancros. O que me assusta e que os filhos que ainda terei sejam preguicosos e passivos. E coisa para me gelar o cerebro. Que em adolescentes sejam totos e passem a vida no centro comercial a brincar aos suburbanos ja me resignei. Ou acampados na praca principal a volta duma lambreta como e mais costume para estes lados. Mas jovens adultos, passivos e desinteressados, sao um desperdicio de ideias valiosas e francamente inovadoras. Ideias estas que se vao para todo o sempre quando se passa para a casa dos trinta. E aproveitar, canalha, aproveitar.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Bimba y Lola
Como e que uma loja que se chama Bimba y Lola pode ter coisas giras? Isto foi um falhanco de marketing ou e impressao minha? Nao ha uns socios que rectifiquem que bimba em portugues nao soua a carteira?
De qualquer maneira o que eu gosto mesmo e dos aneis.
De qualquer maneira o que eu gosto mesmo e dos aneis.
Espaco a menos
O que falta a este blogue e ganhar coragem para sistematizar os acentos neste teclado. Isso e que e. Isso e um "espaco" que funcionasse ao toque, sem 300kgforca em cima. Eu ate ia ao ali aos meninos de informatica mas nao me apetece ficar sem computador por uma horita que seja. Sao muito queridos, tenho a certeza disso embora nao perceba as piadas que eles mandam, mas eles riem-se muito, por isso devem ser queridissimos.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Palavras
Ha palavras que nao devem ser ditas quando se quer ser levado a serio. "Whatever" e uma delas. Em qualquer discurso, dizer "whatever" e gritar "sou jovem, tenho algum interesse e num dia bom ate faco umas gracolas inteligentes, mas nao sei do que se esta a falar aqui e nao me vou remeter ao silencio como deveria".
domingo, 22 de janeiro de 2012
Sobre a maternidade
A blogoesfera transpira opinioes sobre a maternidade. E ha delas sensatas e ha delas descompensadas. Este texto escrito ha dois meses seria francamente descompensado. Mas esta que vos escreve quer acreditar que ja se deixou disso e a sensatez veio para ficar. De maneiras que aqui vai a minha opiniao. A maternidade e fodida.
Ha dois factores a ter em conta quando se analisa o carnaval que se passa em casa quando o rebento assenta arraiais. O bebe em si e o primero factor (cada bebe e diferente, o mundo ja percebeu isso). Pode ter vindo directamente da fabrica dos anjinhos ou pode ser o que vou passar a designar de so-chora-e-mama. O segundo factor e a ajuda que a mae tem. Parece-me, ou quer-me parecer, que a maioria das maes desta nossa blogosfera tem a sua propria mae relativamente perto. E quem diz mae diz uma irma ou alguem em quem se confie a cem por cento e a quem se pede canja de galinha sem vergonha. Agora e conjugar os factores. A mae do anjinho safa-se sempre relativamente bem, porque ter ajuda ou nao, nao faz a diferenca da vida. A mae do anjinho e uma sortuda que nao sabe a sorte que tem. Ou sabe, caso o irmao mais velho tenha sido outra historia. Os anjinhos podem nao ser muito comuns, mas nao sao ficcao, existem mesmo. Eu propria fui um bebe assim, segundo a minha mae. E outro anjinho esta aqui.
A mae do so-chora-e-mama tem pela frente um pequeno que se dedica ao desporto olimpico de berrar a plenos pulmoes alternado com mama. A mae deste pequeno nao faz mais nada em tres meses que nao seja embala-lo ou levantar a camisola. Nao ha passeio no parque, porque nao ha tempo para tomar um banho antes de sair de casa. Nao ha refeicoes estruturadas para a mae, porque o pequeno nao acha piada a ficar sozinho por cinco minutos que seja. (Esta parte ate pode correr bem, que assim sendo os quilos a mais vao-se em menos de nada. Ou entao a mae desperada e esfaimada agarra-se ao pacote de batatas fritas para sobreviver. Escusado sera dizer que assim vai correr mal). E aqui e que a ajuda tem o papel principal. Esta mae com ajuda safa-se. Descansa de dia, o que nao descansa a noite. E cansativo a mesma viver de horarios trocados, mas a coisa vai porque quando a ajuda esta por perto, a mae descansa mesmo, e uma marmita com a janta feita vale milhoes em tempos destes. A outra mae nao sabe o que uma pausa. A outra mae escreve textos com palavroes. A maternidade e fodida...
Este texto reflete, como nao poderia ser de outra maneira, a minha experiencia pessoal, que nao foi particularmente feliz. Ja me perguntei milhares de vezes se nao terei sido a pior mae do mundo por nao me ter sentido minimamene recompensada nos sorrisos (e mais espasmo muscular, mas assemelha-se a sorriso e isso e que interessa) que a minha bebe me lancou nos primeiros meses de vida. Aconteceu para ai duas vezes nos intervalos de, la esta, choro e mama. E ja me desculpabilizei de tudo isso, num processo moroso em que peguei nos cacos pequeninos em que estava o meu coracao e colei- vou colando, esta quase quase- tudo de volta. Aprendi a lidar melhor com isso e agora sim, disfruto da minha bebe sem os nervos em franja e sem o coracao destrocado. Mas custou, porque nao me saiu um anjo, e nao tive ajuda.
Salvaguarda: estou a assumir que mae, pai e bebe ou bebes sao relativamente saudaveis. Quando a saude falta a qualquer um destes a minha breve analise ja nao e valida.
Ha dois factores a ter em conta quando se analisa o carnaval que se passa em casa quando o rebento assenta arraiais. O bebe em si e o primero factor (cada bebe e diferente, o mundo ja percebeu isso). Pode ter vindo directamente da fabrica dos anjinhos ou pode ser o que vou passar a designar de so-chora-e-mama. O segundo factor e a ajuda que a mae tem. Parece-me, ou quer-me parecer, que a maioria das maes desta nossa blogosfera tem a sua propria mae relativamente perto. E quem diz mae diz uma irma ou alguem em quem se confie a cem por cento e a quem se pede canja de galinha sem vergonha. Agora e conjugar os factores. A mae do anjinho safa-se sempre relativamente bem, porque ter ajuda ou nao, nao faz a diferenca da vida. A mae do anjinho e uma sortuda que nao sabe a sorte que tem. Ou sabe, caso o irmao mais velho tenha sido outra historia. Os anjinhos podem nao ser muito comuns, mas nao sao ficcao, existem mesmo. Eu propria fui um bebe assim, segundo a minha mae. E outro anjinho esta aqui.
A mae do so-chora-e-mama tem pela frente um pequeno que se dedica ao desporto olimpico de berrar a plenos pulmoes alternado com mama. A mae deste pequeno nao faz mais nada em tres meses que nao seja embala-lo ou levantar a camisola. Nao ha passeio no parque, porque nao ha tempo para tomar um banho antes de sair de casa. Nao ha refeicoes estruturadas para a mae, porque o pequeno nao acha piada a ficar sozinho por cinco minutos que seja. (Esta parte ate pode correr bem, que assim sendo os quilos a mais vao-se em menos de nada. Ou entao a mae desperada e esfaimada agarra-se ao pacote de batatas fritas para sobreviver. Escusado sera dizer que assim vai correr mal). E aqui e que a ajuda tem o papel principal. Esta mae com ajuda safa-se. Descansa de dia, o que nao descansa a noite. E cansativo a mesma viver de horarios trocados, mas a coisa vai porque quando a ajuda esta por perto, a mae descansa mesmo, e uma marmita com a janta feita vale milhoes em tempos destes. A outra mae nao sabe o que uma pausa. A outra mae escreve textos com palavroes. A maternidade e fodida...
Este texto reflete, como nao poderia ser de outra maneira, a minha experiencia pessoal, que nao foi particularmente feliz. Ja me perguntei milhares de vezes se nao terei sido a pior mae do mundo por nao me ter sentido minimamene recompensada nos sorrisos (e mais espasmo muscular, mas assemelha-se a sorriso e isso e que interessa) que a minha bebe me lancou nos primeiros meses de vida. Aconteceu para ai duas vezes nos intervalos de, la esta, choro e mama. E ja me desculpabilizei de tudo isso, num processo moroso em que peguei nos cacos pequeninos em que estava o meu coracao e colei- vou colando, esta quase quase- tudo de volta. Aprendi a lidar melhor com isso e agora sim, disfruto da minha bebe sem os nervos em franja e sem o coracao destrocado. Mas custou, porque nao me saiu um anjo, e nao tive ajuda.
Salvaguarda: estou a assumir que mae, pai e bebe ou bebes sao relativamente saudaveis. Quando a saude falta a qualquer um destes a minha breve analise ja nao e valida.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Seguro de saude
O facto de o meu numero de cliente do seguro de saude se parecer muito com um numero de telefone comercial da-me alguns problemas. Eu ate tentava que me mudassem o numero para um mais credivel (67239753, por exemplo) mas tendo em conta que ha um ano que estou a tentar que me mudem a morada na base de dados deles, nao me parece que va correr bem.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Tradicao
Acabei de decidir que vou comecar uma tradicao linda. Daquelas que daqui a uns anos vai merecer ser mencionada no preterito imperfeito. A minha ideia e a que se segue. Para cada festividade, a minha bebe vai usar um body com uma inscricao que eu vou bordar a mao. Inscricao simples, esta bom de ver, que eu nao me ajeito por ai alem. Por exemplo, na passagem de ano ela usou um que dizia "2012", nos seus anos vai dizer "Big One". E no casamento do meu irmao, ele e que vai decidir. Estou certa que e uma tradicao linda. Agora vou ali ao youtube aprender a bordar como deve ser.
Assinar:
Postagens (Atom)